ESTREIA INTERNACIONAL
Antalya International Theatre Festival - Turquia | 2019

ESTREIA NACIONAL
SESC Pompéia | 2019
Galpão do Folias | 2019

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PRÊMIOS
7º Prêmio Zé Renato - Brasil | 2018

FESTIVAIS
1º Festival FarOFFa - Brasil | 2020
2º Festival FarOFFa - Brasil | 2020
Platea 21 - Santiago A Mil - Chile | 2021
Global Forms Theater Festival - EUA | 2021




Três mulheres. Um jardim artificial. Uma rotina sem acidentes ou perigos. Por que as flores não crescem? Pautada em cores vibrantes, formas graciosas e exacerbando um universo instagramável, a performance representa uma armadilha moderna para aprisionamentos contemporâneos.






Há Dias Que Não Morro é uma performance composta por um hibridismo de linguagens artísticas.
O dispositivo principal é um cubo. Esta forma inorgânica ganha vida pela sequência ininterrupta de projeções vídeo mapeadas que acompanha os 50 minutos de duração da ação.
Um arco íris perfeito, saturado e colorido é a primeira imagem estampada que, no decorrer da performance, é transformado e desvelado, revelando sua composição e conduzindo a dramaturgia. 
O texto entra em dialética com a estrutura da repetição, onde ao tentar esconder a profundidade do que há de mais sincero na existência, acaba por escancarar, esvaziar ou sublinhar a realidade dessas personas aos olhos do público. 
Ao escolher conversar somente sobre o clima, pele, comida ou plantas de forma superficial, a dramaturgia traz à discussão o que está nas entrelinhas. É a saturação de frases corriqueiras em repetições constantes para provocar movimento.
E as três performers que habitam o cubo estabelecem com suas ações vocais e físicas, de maneira extremamente sincronizada com a música eletroacústica e os disparos de projeção, a passagem do tempo e o mecanismo da repetição de ações, efeitos e situações.
Diante desta obra o/a espectador/a é conduzido/a para uma experiência visual, sensorial, afetiva e psicoanalítica.




"

quando há abelhas é porque há abelhas

"





Falamos de tudo. De tudo o que é possível. O que é possível. O tempo corre. Eras se sobrepõem em décadas. E a velocidade atropela a identidade. O mundo interior é deixado para depois. E para que tudo siga em frente é necessário que uns fiquem para trás. Ou abaixo. Ou de fora. Sistemas se reconfiguram. Dias passam. Relações de poder se mantém. Leis, regras, emendas e ordens. Umas menos democráticas do que outras. Anos passam. E o que se passa em ambiente público, invade o privado. E vice-versa. Tudo exposto. A ficção da realidade escancarada à nossa frente. Mas isso todo mundo já sabe. Não há nada de novo aqui. Só que o óbvio precisa ser dito. Encarado. São tempos de infantilização dos que deveriam ser responsáveis. Deveríamos. Cerceiam liberdades em prol de falsas seguranças. Ao mesmo tempo em que todos lidam com suas próprias repetições e comportamentos aparentes. É a bizarrice contemporânea que se espalha e afeta. É preciso sempre lembrar que há outro jeito. Há. Há. Ha. Ha Ha Ha Ha. Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha
Desculpem-me, mas já não me sinto assim tão bem. 





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olha! aquela nuvem em formato de morango voltou!

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há dias que não sei o que dizer
há dias que se quer abraçar o mundo
há dias que ser quem somos exige muito de nós
há dias que somos poucas
há dias que sou única
há dias que tem correnteza
e os músculos guardam lembram
há dias que seguimos
num otimismo inerte
há dias que se lê ao contrário
saidáh
qui
há outros que tudo isso é bobagem
há dias que uma pérola escapa
e tudo é possível
adeus é masculino de há dias
há dias é feminino de adeus
há dias que tudo é possível
há dias em que há dias
há dias que não morro
e isso não é pouco.


ultraVioleta_s




FICHA TÉCNICA
Idealização: ultraVioleta_s 
Direção e Concepção: Aline Olmos, José Roberto Jardim, Laíza Dantas e Paula Hemsi
Texto: Paloma Franca Amorim
Dramaturgia: Aline Olmos, Laíza Dantas, José Roberto Jardim, Paula Hemsi e Paloma Franca Amorim
Encenação: José Roberto Jardim
Elenco: Aline Olmos, Laíza Dantas e Paula Hemsi
Assistente de direção: Luna Venarusso
Cenografia: Bijari
Direção Musical e Trilha Sonora Original: Rafael Thomazini e Vinicius Scorza 
Iluminação: Paula Hemsi
Figurino: Carolina Hovaguimian
Modelista: Juliano Lopes
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Colaboração Coreográfica: Maristela Estrela
Contrarregras: Hilary Jo Caldis, Vinicius Scorza, Luna Venarusso
Design de sistema: Laíza Dantas
Operação de Luz, Vídeo e Som: Murilo Gil e Vinicius Scorza
Técnico de Som: Murilo Gil
Técnica de Luz: Paula Hemsi
Técnica de Vídeo: Laíza Dantas
Técnica de Palco: Aline Olmos
Produção: ultraVioleta_s  e Corpo Rastreado
Fotos: Paula Hemsi, Rodrigo Araújo, Gustavo Godoy, Victor Iemini & Sila.
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa livre


Teaser Há Dias Que Não Morro



"

_vocês estão me ouvindo?
_sim.
_eu não muito bem...
_e agora?
_tá igual...
_e agora?
_igual...
_e agora?
_agora tá diferente...
_melhor ou pior?
_não sei, só tá diferente.


"


AS PERFORMERS: PAULA HEMSI, ALINE OLMOS E LAÍZA DANTAS









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